A resposta de ontem Qual nome completo o piano recebeu por tocar fraco e forte? Gravicembalo col piano e forte, ou cravo com fraco e forte. Foi assim que o escritor Scipione Maffei descreveu o invento de Bartolomeo Cristofori em 1711, no Giornale de' letterati d'Italia. O uso encurtou o nome para pianoforte e, depois, para piano. |
O acorde de hoje é o fá maior na segunda inversão (a ordem em que o dó, e não o fá, fica embaixo). Na mão direita, o polegar fica no dó central, o dedo médio no fá e o mínimo no lá. As três teclas são brancas, e a mão quase não sai da posição de dó.
Essa vizinhança ajuda a lição. Quem já toca o dó maior com polegar, médio e mínimo só precisa avançar dois dedos uma tecla para a direita: o médio sai do mi para o fá, o mínimo sai do sol para o lá. O polegar não se mexe.
Os dez minutos se dividem em quatro blocos, e cada bloco tem uma tarefa só. O relógio do celular, virado para baixo ao lado da estante, marca a troca. O teclado fica ligado e aberto o tempo todo, para nenhum minuto ir embora procurando cabo ou tomada.
O primeiro bloco é silencioso. Durante dois minutos, a mão pousa sobre o acorde sem apertar, sente a borda de cada tecla e sai. O ouvido não participa: o objetivo é a pele dos dedos reconhecer o desenho do fá maior antes de qualquer som.
O segundo bloco é de som. Durante quatro minutos, a mão toca o acorde inteiro, solta e toca de novo, num pulso lento e regular. Cada toque precisa sair com as três notas juntas, sem uma chegar antes das outras.
O terceiro bloco é o coração da lição. Durante três minutos, a mão levanta, desce até o colo, espera dois segundos e volta para o acorde de uma vez. Ninguém olha para o teclado na volta. Vale contar quantas vezes os dedos aterrissam certos de primeira.
O último minuto fica para uma prova só: olhos fechados, mão no colo, uma volta ao acorde e um toque. Se as três notas soarem certas, a noite está ganha.
A forma do acorde fica na mão quando ela volta a ele todo dia, antes de ter tempo de esquecer. |
1. Dois minutos pousando no acorde, sem som.
2. Quatro minutos tocando o acorde num pulso lento.
3. Três minutos tirando a mão e voltando de uma vez.
4. Um minuto para a prova de olhos fechados.
O bloco de tirar e repor a mão é o que mais parece perda de tempo e o que mais rende. Tocar o acorde com a mão parada nele treina a pressão das teclas. Voltar ao acorde depois de sair dele treina justamente a forma, a parte que se apaga entre uma semana e outra.
|