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A sequência de hoje usa três acordes da tonalidade de dó maior. Na teoria, o dó é a tônica (o acorde de casa, onde a música descansa), o fá é a subdominante (o acorde que se afasta da casa) e o sol é a dominante (o acorde que pede a volta).
Para a mão direita ficar perto das teclas, cada acorde aparece numa arrumação própria das três notas. O dó vem como dó quatro, mi quatro e sol quatro, com o dó central no polegar.
O fá vem como lá três, dó quatro e fá quatro. O sol vem como si três, ré quatro e sol quatro. Nenhum dos três sai da região do dó central, e nenhuma nota fica a mais de duas teclas brancas da nota equivalente no acorde vizinho.
A arrumação já vem pronta. O assunto da lição é a altura da mão: a distância entre a ponta do dedo e o plástico durante a viagem de um acorde ao outro.
O dedilhado fica assim. No dó, polegar (dedo 1), médio (dedo 3) e mínimo (dedo 5). No fá e no sol, polegar, indicador (dedo 2) e mínimo.
Soltar e levantar são gestos separados. Soltar é deixar a tecla voltar para cima com o dedo ainda apoiado nela. Levantar é tirar o dedo da tecla. Na troca, a mão só solta.
Na troca, nenhum dedo sobe além da espessura de uma folha de papel: ele solta a tecla e continua tocando a superfície. |
O cravista e compositor alemão Carl Philipp Emanuel Bach, filho de Johann Sebastian Bach, publicou em 1753 o Versuch über die wahre Art das Clavier zu spielen (Ensaio sobre a verdadeira arte de tocar teclado). A primeira parte do livro inteira trata do dedilhado, porque para ele o caminho de cada dedo entre as teclas decidia se a música soava ligada ou picada.
Passo 1: toque o dó, segure quatro tempos e solte as três teclas sem descolar os dedos delas.
Passo 2: arraste o polegar do dó quatro ao lá três pela superfície das brancas, enquanto o indicador escorrega até o dó quatro e o mínimo desce até o fá quatro. Aperte o fá.
Passo 3: volte ao dó pelo mesmo trilho, arrastando, com o médio reassumindo o mi quatro.
Passo 4: do dó ao sol, o polegar desce uma tecla até o si três, o indicador encosta no ré quatro e o mínimo segue no sol quatro.
Passo 5: do sol ao dó, o polegar sobe ao dó quatro e o médio volta ao mi quatro. A volta fecha a sequência na casa.
São cinco acordes e quatro trocas: dó, fá, dó, sol, dó. Em nenhuma delas um dedo percorre mais que duas teclas brancas, distância que a mão vence arrastando, sem precisar voar.
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