A resposta de ontem Por que Ebbinghaus decorou sílabas sem sentido? Para medir a memória sem ajuda do significado. Palavras reais chegam carregadas de lembranças, imagens e associações, e cada pessoa já conhece algumas melhor que outras. Ebbinghaus explicou em Über das Gedächtnis, de 1885, que as sílabas sem sentido eram material uniforme e novo, e assim o esforço de reaprender mostrava o esquecimento puro. |
Os quatro acordes da lição cabem numa mão só, quase sem a mão sair do lugar. O dó maior fica com o polegar no dó central, o dedo médio no mi e o mínimo no sol. É a posição de partida e a de chegada de cada volta.
O sol maior entra na primeira inversão (a ordem em que a terceira nota do acorde, o si, fica embaixo). O polegar desce do dó para o si, o indicador vai para o ré e o mínimo continua no sol. Só dois dedos andam, e o mínimo serve de âncora.
O lá menor devolve o polegar ao dó central, troca o indicador pelo médio no mi e sobe o mínimo do sol para o lá. Os três dedos andam, cada um uma tecla só, e nenhum precisa pular.
O fá maior, por fim, mantém o polegar no dó e o mínimo no lá. Só o médio sai do mi e avança para o fá. Na volta do fá para o dó, o médio recua para o mi e o mínimo desce do lá para o sol.
A volta muda é simples de descrever. A mão pousa no dó maior, encosta as três pontas dos dedos nas teclas e não afunda nenhuma. Conta quatro tempos em voz baixa. No quarto, levanta um pouco e pousa no sol maior. Mais quatro tempos, e lá menor. Mais quatro, e fá. Mais quatro, e de volta ao dó.
Pousar sem apertar pede uma pressão exata: as pontas tocam o plástico, sentem a borda da tecla vizinha e param ali. Se uma tecla afundar e soar, a volta vale do mesmo jeito, e a mão aprende a ser mais leve na seguinte.
Os olhos podem acompanhar as duas primeiras voltas. Da terceira em diante, eles ficam na cifra da estante, como ficariam durante a música. A partir da quinta, os quatro tempos encurtam para dois, e a troca fica mais rápida.
A troca de acorde é um caminho, e o caminho se ensaia sozinho, antes de a música exigir som e pulso. |
1. Duas voltas lentas, olhando as teclas, quatro tempos por acorde.
2. Duas voltas com os olhos na cifra, ainda em quatro tempos.
3. Quatro voltas com os olhos na cifra, em dois tempos por acorde.
4. Volume ligado: a sequência inteira, uma vez, em dois tempos.
A oitava volta muda termina com a mão pousada no dó maior. Nesse instante o volume sobe, e a primeira passagem com som começa sem a mão sair do lugar. A sequência toca uma vez inteira, no mesmo pulso das últimas voltas, e a lição do dia acaba ali.
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