A resposta de ontem Onde Pascual-Leone fez o experimento do piano imaginado? Nos Institutos Nacionais de Saúde dos Estados Unidos, em Bethesda, no estado de Maryland. Pascual-Leone trabalhava no laboratório do neurologista Mark Hallett, no Instituto Nacional de Distúrbios Neurológicos e Derrame, e o estudo saiu em 1995 no Journal of Neurophysiology, assinado pela equipe do laboratório. |
Os dez minutos da noite se dividem em três blocos de relógio. Os três primeiros vão para o arpejo de dó (as notas do acorde tocadas uma de cada vez, subindo e descendo). Os quatro do meio vão para a música que o professor passou. Os três últimos ficam com a mão esquerda.
O arpejo da direita usa seis teclas: dó central, mi, sol, o dó de cima, e a volta pelo sol e pelo mi. Os dedos seguem a ordem 1, 2, 3 e 5 na subida, com o polegar no dó central e o mínimo no dó de cima, e 3 e 2 na descida.
O registro das noites tem um modelo famoso. O humorista americano Jerry Seinfeld ficou associado a um calendário de parede em que cada dia de trabalho ganhava um X vermelho, até a fileira formar uma corrente que dava pena quebrar. A história circulou em 2007 no site Lifehacker, num texto do programador Brad Isaac.
A folha desta lição copia a corrente com duas regras de casa. O X só entra depois dos dez minutos inteiros, cronometrados no celular: noite de sete minutos fica em branco. E noite de meia hora ganha um X só, porque a folha conta noites, e o boleto, aulas.
A caneta fica presa à folha por um barbante, no mesmo lugar todas as noites. O X sai na hora em que o cronômetro toca, antes de a tampa descer, e nunca na manhã seguinte, quando a lembrança já arredondou a noite.
No fim do mês, a soma é imediata. Cada X vale dez minutos, então trinta X são os 300 minutos da conta. Vinte X são 200, o mesmo tempo das quatro aulas pagas, e é o piso que a folha quer ver.
A folha cheia vai para a aula seguinte junto com a cifra. O professor bate o olho e sabe quantas noites o aluno teve, sem precisar perguntar, e sabe também em que semana a corrente quebrou.
O X no quadrado é o recibo dos dez minutos: a mensalidade tem boleto, a noite em casa tem calendário. |
1. Cronômetro de dez minutos ligado antes de abrir a tampa.
2. Três minutos de arpejo de dó, subindo e descendo, sem parar a contagem.
3. Quatro minutos da música da aula, do ponto onde a semana parou.
4. Três minutos de mão esquerda, e o X na folha quando o alarme tocar.
Os três blocos não pedem preparo. O teclado fica ligado na tomada, a cifra fica aberta na estante e a folha fica pendurada ao alcance da mão, de modo que a noite começa no gesto de levantar a tampa.
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