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A escala de fá maior começa no fá, a tecla branca logo à esquerda do grupo de três teclas pretas. Escolha o fá mais perto do meio do teclado, abaixo do dó central, e apoie a mão direita ali com o polegar na tecla.
Toda escala maior segue o mesmo desenho de distâncias: tom, tom, semitom, tom, tom, tom, semitom. Um tom são duas teclas vizinhas puladas de uma vez (contando as pretas); um semitom é a tecla imediatamente ao lado. Na escala de dó, o desenho cai inteiro nas brancas. Na de fá, não cabe.
Conte a partir do fá. Fá para sol, um tom. Sol para lá, outro tom. Agora o desenho pede um semitom: a tecla colada no lá. Essa tecla é preta, o si bemol. O si branco fica um tom inteiro acima do lá, longe demais para o terceiro degrau do desenho.
Depois do si bemol, o desenho volta a pedir tom: do si bemol ao dó, um tom. Dó para ré, ré para mi, dois tons. E do mi ao fá, o último semitom, as duas brancas sem preta no meio. A escala fecha com uma tecla preta só, no quarto degrau.
A digitação da mão direita resolve a tecla preta sem esforço. Os dedos 1, 2, 3 e 4 (polegar, indicador, médio e anelar) tocam fá, sol, lá e si bemol. O anelar pousa na tecla preta, mais alta e mais estreita, perto da borda dela.
Com o anelar segurando o si bemol, o polegar passa por baixo da mão e cai no dó. Daí em diante, os dedos 2, 3 e 4 tocam ré, mi e fá. A sequência inteira fica 1, 2, 3, 4, 1, 2, 3, 4.
Na escala de fá, o polegar nunca pisa na tecla preta: ele cruza por baixo do anelar, que está no si bemol, e cai na tecla branca do dó. |
A escolha tem razão física. O polegar é o dedo mais curto, e a tecla preta fica recuada e elevada. Polegar em tecla preta empurra a mão inteira para dentro do teclado e deixa os outros dedos tortos. Com o anelar na preta, a mão fica naturalmente avançada, e o polegar encontra o dó sem esticar o pulso.
1. Apoie o polegar direito no fá abaixo do dó central.
2. Toque fá, sol e lá com os dedos 1, 2 e 3, devagar.
3. Ponha o anelar no si bemol, a tecla preta à esquerda do si.
4. Passe o polegar por baixo da mão até o dó, sem levantar o pulso.
5. Termine com os dedos 2, 3 e 4 em ré, mi e fá.
Toque a escala subindo quatro vezes, sempre no mesmo andamento lento, e repare no momento da passagem do polegar. Se a mão dá um pulo nesse ponto, o polegar começou a viagem tarde: ele já pode deslizar para baixo da mão enquanto o anelar desce no si bemol.
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