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Comece achando o dó central. Ele é a tecla branca logo à esquerda do par de teclas pretas que fica mais perto do meio do teclado, quase sempre bem na frente da marca do aparelho.
Apoie o polegar direito ali. Deixe o indicador cair no ré, o médio no mi, o anelar no fá e o mínimo no sol. Os dedos ficam curvos, como se segurassem uma laranja pequena, e as pontas tocam o centro de cada tecla.
Na posição de dó, cada dedo tem um número. Polegar é 1, indicador é 2, médio é 3, anelar é 4, mínimo é 5. A frase de Atirei o Pau no Gato, lida pelos números, fica assim: 5, 4, 3, 2, 3, 4, 5, 5, 5.
Em nome de nota, a mesma frase é sol, fá, mi, ré, mi, fá, sol, sol, sol. Repare que o polegar não toca nenhuma vez. Ele fica apoiado no dó como uma âncora, segurando a mão no lugar enquanto os outros quatro trabalham.
Na primeira frase de Atirei o Pau no Gato, o polegar não toca: ele segura a mão no dó enquanto o mínimo abre e repete o sol. |
A letra dá o ritmo. “A” é o sol do mínimo. “Ti” é o fá do anelar. “Rei” é o mi do médio. “O” é o ré do indicador. Daí a melodia volta: “pau” no mi, “no” no fá, “ga” no sol. E os dois “to-to” repetem o sol, sempre com o mínimo.
O mínimo é o dedo mais fraco da mão. Começar e terminar a frase nele parece escolha errada, mas tem lógica. Ele toca quatro das nove notas, e o treino da cantiga é também o treino dele. Em poucos dias, o sol sai firme, sem o dedo dobrar para dentro.
Toque bem devagar, uma nota por segundo. Antes de apertar cada tecla, olhe para o dedo, não para a tecla. A tecla não muda de lugar; o dedo é que precisa saber onde está.
1. Apoie o polegar direito no dó central e os outros dedos nas quatro brancas seguintes.
2. Cante a frase baixinho, sem tocar, batendo cada sílaba com o dedo certo no tampo do teclado.
3. Toque a frase inteira, uma nota por segundo, com os dedos 5, 4, 3, 2, 3, 4, 5, 5, 5.
4. Sem tirar a mão, toque a frase de novo, logo em seguida.
5. Pare, solte a mão no colo por cinco segundos e repita as duas frases.
Tocar duas vezes sem pausa tem um motivo prático. Na segunda vez, o mínimo precisa sair do último sol e cair no primeiro sol de novo, que é a mesma tecla. Se a mão se mexeu durante a primeira passada, o erro aparece ali, na emenda, e você descobre na hora.
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