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A mão esquerda tem um problema a mais que a direita na hora de trocar de posição. Ela fica na região grave, longe do centro do campo de visão de quem lê uma partitura, e quase sempre é a mão que chega atrasada no acorde.
Monte o mi menor da esquerda uma oitava abaixo. Mínimo esquerdo, o dedo 5, no mi grave, dedo médio no sol acima dele e polegar no si, os dedos 5, 3 e 1 de baixo para cima, com a palma curva e o pulso na altura das teclas.
Ache o mi grave pelo mesmo relevo que a direita usa. Deslize o dedo mínimo por cima das brancas da região grave até o canto de trás ficar livre logo depois de um grupo de duas pretas, sem contar oitava nenhuma e sem procurar o dó como ponto de partida.
Toque a tríade da esquerda oito vezes, com quatro tempos de som e quatro de silêncio, e ouça se o mi de baixo está saindo maior que o sol e o si. A região grave soa mais cheia por natureza, e o dedo mínimo é o que mais tende a bater sozinho.
Agora venha o exercício de localização cega, que é o que a esquerda mais precisa. Toque a tríade, tire a mão inteira do teclado e apoie ela no colo por dois segundos, depois volte direto ao mi grave sem olhar, conferindo o acerto só depois que as três teclas já estiverem afundadas.
Erre à vontade nas primeiras tentativas. O ganho está em corrigir pelo tato, deslizando meia tecla para o lado até o canto livre aparecer sob o mínimo, em vez de levantar a mão e recomeçar procurando com o olho.
Minuto 1 a 2: o vai e vem da direita entre a tríade de dó e a de mi menor, doze vezes, com pausa de dois segundos entre os acordes.
Minuto 3 a 5: o teste tátil de dez toques de olhos fechados, dizendo em voz alta se a tecla é mi, si ou nenhuma das duas.
Minuto 6 a 8: a esquerda sozinha no mi menor grave, oito repetições de quatro tempos, cuidando para o mi de baixo não engolir o sol e o si.
Minuto 9 a 10: a localização cega da esquerda, mão no colo entre uma tentativa e outra, seis vezes, sem pressa e sem cobrar acerto de primeira.
Feche a sessão com uma repetição só, tocada devagar e com o braço solto do ombro. A tríade de mi menor vai voltar em centenas de músicas daqui pra frente, e a mão que chega nela pelo canto livre da tecla chega sempre, com luz ou sem luz, com partitura ou de memória.
"Você acha o mi pelo desenho das pretas ou contando a partir do dó?"
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