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A mão esquerda entra hoje com uma nota só por compasso, e ela cai no primeiro tempo, junto com o polegar da direita. Uma nota grave sustentando os quatro tempos inteiros, sem se mexer mais.
Monte a posição de cinco dedos na região grave antes de tocar. Mínimo no dó grave, anular no ré, dedo do meio no mi, indicador no fá e polegar no sol, uma tecla branca para cada dedo.
Comece com o dó grave e o mínimo. Ele afunda no primeiro tempo, fica no fundo da tecla durante os quatro, e sobe junto com a mão direita quando a volta termina.
O encaixe das duas mãos acontece num ponto só. O mínimo esquerdo e o polegar direito chegam ao fundo no mesmo instante, e depois a esquerda não faz mais nada até o fim do compasso.
Repare no efeito de ter o baixo embaixo. A nota grave dá chão para as três notas que sobem em fila, e o acorde inteiro fica mais cheio sem que nenhuma nota nova apareça na direita.
Quando a volta ficar redonda, troque o baixo sem tirar a mão do lugar. O indicador afunda o fá grave em vez do dó, e a direita repete exatamente a mesma queda de três dedos por cima.
Depois faça o mesmo com o polegar esquerdo no sol grave. Três baixos diferentes, uma mão parada, e a mesma sequência dedo a dedo acontecendo em cima dos três.
A conta da esquerda fica curta de propósito. Dó com o mínimo, fá com o indicador, sol com o polegar, e nenhuma outra informação para lembrar enquanto a direita cuida do resto.
Minuto 1 a 3: só a mão direita, e só a queda. Doze voltas do acorde de dó com a contagem em voz alta, um dedo por tempo, e o quarto tempo segurando as três notas juntas.
Minuto 4 a 7: as duas mãos, com o dó grave fixo. Oito voltas com o mínimo esquerdo caindo junto do polegar direito, sem trocar o baixo em nenhuma delas.
Minuto 8 a 10: os três baixos em sequência, uma volta para cada. Dó, fá, sol e o dó de volta, com a esquerda trocando só de dedo e a direita repetindo a mesma queda em todos.
Uma observação sobre a nota grave. Ela costuma sair alta demais e abafar as três de cima, e a saída é afundar a tecla com menos peso do que a direita usa, deixando o baixo abaixo do acorde no volume.
Termine a noite cantando uma melodia conhecida por cima da roda. A mão fica no piloto automático da queda dedo a dedo, a voz ocupa os vãos, e a música passa a ter duas camadas em vez de uma.
"As três notas ainda estavam soando juntas no quarto tempo?"
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