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A mão esquerda é a primeira beneficiada quando o teclado obedece à força do dedo, porque ela mora na região grave, que soa naturalmente mais encorpada. Duas notas graves seguradas no volume da melodia cobrem a melodia inteira, e o ouvinte perde a linha.
O equilíbrio que os professores pedem é simples. A melodia da direita sai por volta de dois terços do volume total, e o acompanhamento da esquerda ocupa o terço restante. Num CT-S300, esse equilíbrio se constrói com a força dos dedos, sem tocar em botão nenhum.
O treino começa com as mãos separadas, e o motivo é físico. O braço esquerdo tem menos prática de dosagem que o direito na maioria dos alunos destros, e pedir controle fino das duas mãos juntas antes disso só espalha tensão.
No teclado sem o recurso, este treino vira treino de quantidade: o aluno estuda quantas notas coloca embaixo da melodia, e a escolha entre uma nota grave, duas notas ou o acorde completo cumpre o papel da força do dedo.
Tempo 1: a mão esquerda sozinha, dó grave repetido oito vezes no toque mais leve possível, metrônomo a 60, com o pulso solto e o dedo 5 caindo pelo próprio peso.
Tempo 2: a mão direita sozinha, dó maior oito vezes num toque firme, procurando um volume nítido sem bater no fundo da tecla.
Tempo 3: as duas mãos juntas, seis repetições lentas, com o dó grave leve embaixo e o acorde firme em cima, afundando no mesmo pulso.
Tempo 4: inverta de propósito, com o grave pesado e o acorde leve, quatro vezes, para escutar o desequilíbrio que se quer evitar.
O tempo 4 ensina mais que os outros três somados. O aluno ouve a melodia sumir debaixo do baixo, reconhece o defeito pelo som e passa a corrigi-lo sozinho no meio da música, sem precisar de alguém apontando o problema de fora.
No CT-S200 e nos teclados da mesma classe, o tempo 4 sai idêntico ao tempo 3, e a constatação poupa esforço: o aluno para de procurar no braço um controle que não existe no aparelho.
Sobre a decisão de compra, o dado disponível é o catálogo. A própria Casio posiciona o CT-S300 acima do CT-S200 na linha Casiotone, com a sensibilidade ao toque listada nos recursos do modelo superior e ausente na do modelo de entrada, e a loja repete essa ordem na etiqueta. Confira o valor no dia da compra, porque o número muda de mês para mês.
Para quem já decidiu estudar por pelo menos um ano, o modelo com o recurso paga o acréscimo nos primeiros meses, porque treina o braço a dosar força desde a primeira semana. Para quem ainda testa o interesse, o modelo de entrada ensina teclas, acordes e leitura, e a troca depois manda o aparelho antigo para a mochila do ensaio.
"O seu teclado responde ao peso do seu dedo, ou você está empurrando um interruptor?"
Teste hoje: toque dó maior vinte vezes alternando toque leve e toque firme, com o celular gravando o som a um metro do alto-falante, e depois escute a gravação de olhos fechados contando quantos pares saíram com volumes diferentes. Vinte pares iguais indicam teclado sem o recurso ou com ele desligado no menu; dez ou mais pares desiguais indicam sensibilidade ao toque ligada e pronta para uso.
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