A resposta de ontem Quem escreveu Asa Branca com Luiz Gonzaga? Foi o advogado cearense Humberto Teixeira, parceiro de Gonzaga em dezenas de baiões. Os dois fizeram Asa Branca a partir de um tema que Gonzaga ouvia na infância em Exu, no sertão de Pernambuco, e a gravação saiu pela RCA Victor em 1947. |
A melodia de hoje é o Hino à Alegria, de Ludwig van Beethoven, o tema coral do último movimento da Nona Sinfonia, estreada em Viena em maio de 1824. Beethoven musicou ali o poema de um escritor alemão, cantado por coro e quatro solistas.
A melodia serve ao teclado iniciante por um motivo de desenho. Ela anda quase só por graus conjuntos (de uma tecla branca para a vizinha), dentro de cinco notas, do dó ao sol. Cabe inteira numa posição fixa, sem a mão se deslocar.
Na mão direita, o polegar fica no dó central e cada dedo ganha uma tecla: polegar no dó, indicador no ré, médio no mi, anelar no fá, mínimo no sol. Os dedos têm número, de 1 no polegar a 5 no mínimo, nas duas mãos.
A primeira frase sai assim na direita: mi, mi, fá, sol, sol, fá, mi, ré, dó, dó, ré, mi. O dedilhado (a sequência de números de dedo) fica 3, 3, 4, 5, 5, 4, 3, 2, 1, 1, 2, 3.
Para a esquerda, desça uma oitava. O mínimo esquerdo pousa no dó abaixo do dó central, e a mão cobre as mesmas cinco teclas brancas: mínimo no dó, anelar no ré, médio no mi, indicador no fá, polegar no sol.
As notas se repetem, mas a numeração se inverte. Na esquerda, a frase fica 3, 3, 2, 1, 1, 2, 3, 4, 5, 5, 4, 3. Só o médio coincide: nas duas mãos, ele toca o mi.
Na subida, a esquerda usa o polegar e o indicador; na descida para o dó, ela depende do anelar e do mínimo, os dedos mais fracos da mão. |
A comparação precisa de som gravado. Quem toca e escuta junto deixa a atenção nas teclas, e o atraso passa sem ser notado.
Passo 1: ligue o metrônomo a 60 e toque a frase na mão direita três vezes, uma nota por clique.
Passo 2: grave as três passadas com o celular apoiado na estante, a um palmo das teclas.
Passo 3: desça uma oitava e grave as mesmas três passadas com a esquerda, sem mexer no metrônomo.
Passo 4: ouça as duas gravações em sequência e anote, nota por nota, onde o som se afasta do clique.
A anotação vira um mapa. Em quem começa, a direita costuma sair limpa e a esquerda costuma marcar atraso no ré e no segundo dó da descida, justamente onde entram o anelar e o mínimo.
O mapa também separa dois tipos de erro. Nota atrasada é dedo lento para descer. Nota tocada junto com a vizinha, com as duas soando por um instante, é dedo que escorregou para a tecla do lado.
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