|
A mão esquerda trabalha hoje lá embaixo, no dó três (o dó uma oitava abaixo do dó central). Ele fica na região grave e dura bastante, mas não tanto a ponto de embolar o som.
Pouse o mindinho esquerdo, dedo 5, nesse dó. O polegar esquerdo, dedo 1, vai no sol logo acima, cinco teclas brancas para a direita. A mão fica aberta e relaxada, sem esticar.
A mão direita sobe até o dó cinco, duas oitavas acima do dó grave, e pousa o polegar, dedo 1, nele. Esse é o agudo da nota longa.
Toque primeiro só a mão direita: aperte o dó agudo e segure por quatro tempos com o metrônomo a 60. Repare em que tempo o som fica fraco demais para você ouvir.
Agora as duas mãos juntas. No tempo 1, a esquerda toca o dó grave e a direita toca o dó agudo, ao mesmo tempo. Segure as duas teclas pelos quatro tempos, sem tocar de novo.
Ouça a diferença. O agudo some na mesma hora de antes, mas o grave continua soando por baixo, e a nota longa parece inteira até o tempo 4.
O grave da mão esquerda funciona como um colchão: a nota aguda se deita nele e parece durar além da conta. Sem o colchão, a melodia cai no vazio. |
Depois, acrescente o sol da mão esquerda no tempo 3, com o polegar. O dó grave continua apertado, e o sol entra para acordar a harmonia na metade da nota longa.
Se o dó grave embolar com o sol, solte o sol primeiro e mantenha só o dó. A ordem importa: a nota que sustenta a frase é a mais grave, e ela é a última a sair do teclado.
O mesmo desenho vale para qualquer melodia em dó maior. Sempre que a direita tiver uma nota de quatro tempos lá no agudo, procure o dó grave para colocar embaixo dela.
Tempo 1: metrônomo a 60. Dó grave e dó agudo juntos, segurando os quatro tempos.
Tempo 2: repita, agora com o sol da mão esquerda entrando no tempo 3, sem soltar o dó grave.
Tempo 3: suba o metrônomo para 72 e toque a sequência quatro vezes seguidas, sem parar entre elas.
“Quanto tempo a nota mais aguda do seu teclado aguenta antes de sumir?”
Teste hoje: segure o dó mais grave e conte até o som sumir; faça o mesmo no dó mais agudo. Divida a primeira contagem pela segunda. O esperado é um número bem maior que 1: esse é o tanto que o seu grave aguenta a mais que o agudo.
|