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Mestre do Teclado   Mestre do Teclado
ED 011

O polegar desce pro si e o acorde vira sol maior

O mínimo não sai do sol, o polegar desce uma tecla branca até o si, o indicador toma o ré, e os três dedos fecham o acorde de sol maior.

Diagrama das teclas com si, ré e sol pressionadas pelos dedos 1, 2 e 5, e dó e mi marcados em sombra.

Sol maior: o polegar sai do dó e desce pro si

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Um acorde de três notas pode ser montado em três ordens diferentes no teclado, e as três continuam sendo o mesmo acorde para quem escuta. A escolha entre elas não é questão de gosto, é questão de distância.

A distância importa porque a música não para para esperar a mão. Entre um acorde e o seguinte cabe uma fração de tempo, e o que não couber nessa fração vira buraco no meio do compasso.

Três acordes dão conta de um repertório enorme em dó maior, e eles se chamam dó, fá e sol. Com os três na mão, uma quantidade grande de música conhecida passa a ser tocável do começo ao fim.

Quem começa sozinho aprende o primeiro acorde na ordem do livro e repete a fórmula em todos os outros. A mão sai voando pelo teclado para montar cada forma na mesma disposição, e cada troca custa um pulo.

A saída mais curta é velha e cabe numa frase. Entre as três ordens possíveis, escolha a que deixa os dedos mais perto de onde eles já estão.

O que sobra depois dessa escolha é um deslocamento minúsculo. Uma tecla para um lado, uma tecla para o outro, e a forma nova está montada sem que a mão troque de endereço.

Existe um detalhe de posição que o iniciante ignora nessa hora. O polegar ocupa a ponta esquerda da mão direita, e a tecla branca colada nele fica fora da posição de cinco dedos que ele aprendeu primeiro.

Essa tecla é a vizinha do dó pelo lado de baixo, sem nenhuma preta entre as duas. Ela está tão perto que o polegar chega nela sem que a mão troque de região no teclado.

A lição de hoje leva dez minutos e mora nessa distância curta. Começa pela troca do acorde de dó para o de sol maior com a mão quase parada, passa pelo pulo que quase todo mundo faz no lugar dela, e termina com a mão esquerda cobrindo os três baixos da roda sem sair do lugar.

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I  A Lição de Hoje

Dois dedos trocam, o mínimo segura o sol

Veja a ordem exata da troca e o dedo que fica quieto do começo ao fim.

O mínimo não larga o sol em nenhum momento da troca. Ele é a âncora da mão, e os outros dois dedos se movem em volta dele, cada um por uma tecla só.

Comece pela forma que você já conhece. Polegar no dó do meio, dedo do meio no mi, mínimo no sol, os três afundando juntos até o fundo da tecla.

Escute o bloco uma vez e deixe ele soar até o fim. Dó, mi e sol soando juntos é o acorde de dó maior, e ele é o ponto de partida da troca de hoje.

Agora solte só dois dedos. O polegar sai do dó e o dedo do meio sai do mi, enquanto o mínimo continua com o sol afundado até o fim do movimento.

O polegar tem uma tecla esperando por ele, e ela fica à esquerda. O si é a tecla branca imediatamente abaixo do dó, sem preta entre as duas, do mesmo jeito que o mi e o fá são vizinhos colados.

O indicador não anda para lugar nenhum. Ele já estava no ar em cima do ré desde a posição de cinco dedos, e a única coisa que ele faz é descer e afundar a tecla.

Com os três no fundo, o acorde novo está montado. Si com o 1, ré com o 2, sol com o 5, e o que sai do teclado é sol maior.

O nome do acorde vem da nota sol, e na mão ele começa no si. A ordem das notas muda o desenho dos dedos e não muda o acorde que o ouvido reconhece.

A digitação tem um motivo prático e ele se vê no teclado. Do si ao ré vai uma distância curta, do ré ao sol vai uma distância maior, então o indicador cobre o meio e os dois dedos restantes ficam curvados no ar.

A mão abre uma casa a mais do que abria no acorde de dó. Do dó ao sol vão cinco teclas brancas, do si ao sol vão seis, e o punho fica na mesma altura enquanto o vão entre o polegar e o mínimo ganha essa casa extra.

Faça a troca vinte vezes seguidas, sem pressa nenhuma. Dó maior, sol maior, dó maior, sol maior, com quatro tempos parados em cada bloco e os olhos no mínimo.

O dedo que você fiscaliza é o mínimo, não o polegar. Se ele levantar do sol em alguma das vinte trocas, a mão está pulando em vez de trocar, e a contagem volta do zero.

Depois repita a troca sem som, com os dedos por cima das teclas. O gesto é o mesmo, e a atenção fica livre para reparar em qual dedo sai primeiro.

O alvo do fim da lição é encaixar os dois blocos sem vão entre eles. Os três dedos do sol maior chegam ao fundo no instante em que os três do dó maior terminam.

 
 

II  O Erro que Trava

A mão inteira migra para o sol

A mão levanta do dó e anda quatro teclas brancas para a direita, para montar sol, si e ré na mesma ordem em que aprendeu o dó. As três notas saem certas, o acorde soa certo, e a troca fica lenta demais para caber na música.

A causa do desvio é uma lógica que parece boa. O primeiro acorde foi ensinado com a nota do nome embaixo, a mão guarda o desenho como regra, e todo acorde seguinte tenta nascer na mesma forma.

O custo aparece no relógio, não na afinação. Uma mão que atravessa quatro teclas gasta bem mais tempo do que um polegar que desce uma, e a batida seguinte chega antes da mão.

O buraco cai sempre no mesmo ponto. Ele mora na virada do compasso, entre a última batida do acorde velho e a primeira do acorde novo, e é ali que a música parece tropeçar.

Existe um segundo custo, e ele é de olho. Quem pula precisa conferir a chegada, o olhar desce para o teclado a cada troca, e a cifra na tela fica esperando o leitor voltar.

Há uma versão discreta do mesmo erro, e ela engana. A mão fica na região certa, o mínimo continua no sol, e mesmo assim o polegar procura o si com o punho girando para fora. O giro cobra na velocidade: cada troca fica maior do que precisa ser, e a mão cansa antes do fim da música.

Um último desvio nasce da pressa do indicador. Ele desce no ré antes de o polegar alcançar o si, o acorde soa em duas partes, e o ouvido registra duas entradas onde devia haver uma.

A conferência é simples e você faz sozinho. Ponha um lápis em cima do dorso da mão e faça dez trocas seguidas: se ele cair, a mão levantou.

A correção começa com o som desligado. Monte o dó maior, solte só o polegar e o dedo do meio, e leve os dois até as teclas novas encostando sem afundar, dez vezes seguidas. Depois entre com o som, um bloco por respiração, com o mínimo colado no sol.

A prova final é tocar de olhos fechados. Se a mão continuar na mesma região do teclado, os três dedos acham as teclas sem a visão ajudar, e a troca deixa de depender do olhar.

O ganho aparece em três ou quatro noites e não passa despercebido. A troca some do ouvido, os dois acordes viram um bloco contínuo, e a música ganha a batida que faltava.

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III  A Mão Esquerda

Três baixos com a mão parada

A mão esquerda entra hoje com uma nota só por acorde, e ela não anda do lugar. Cinco dedos cobrem cinco teclas brancas na região grave, e a roda inteira acontece dentro dessa posição.

Monte a posição antes de tocar qualquer coisa. Mínimo no dó grave, anular no ré, dedo do meio no mi, indicador no fá e polegar no sol, uma tecla para cada dedo.

Com a direita no acorde de dó, a esquerda toca o dó grave com o mínimo. Uma nota só, afundada no primeiro tempo, e ela sustenta o bloco inteiro que a direita segura em cima.

Quando a direita trocar para o sol maior, a esquerda troca de dedo e não de lugar. O mínimo solta o dó, o polegar afunda o sol grave, e a mão continua exatamente onde estava.

Repare no que acontece com o sol maior nessa hora. Em cima, a nota mais grave da direita é o si; embaixo, a esquerda coloca o sol, e o acorde volta a ter a nota do nome no fundo.

O fá fecha a roda e cabe na mesma posição parada. O indicador afunda o fá grave sem que nenhum outro dedo se mexa, e os três acordes passam a estar disponíveis sem deslocamento nenhum.

A conta da mão esquerda fica curta de propósito. Dó com o mínimo, fá com o indicador, sol com o polegar, e nenhuma outra informação para lembrar no meio da música.

A roda vira uma sequência curta quando as três formas ficam na mesma região da direita. Dó com dó, mi e sol; fá com dó, fá e lá; sol maior com si, ré e sol, e o polegar da direita nunca sai de duas teclas vizinhas.

Minuto 1 a 3: só a mão direita, e só a troca. Dó maior e sol maior alternando vinte vezes, quatro tempos parados em cada bloco, com o mínimo grudado no sol do começo ao fim.

Minuto 4 a 7: as duas mãos juntas, um acorde por vez. Esquerda no dó grave com a direita no dó maior, esquerda no sol grave com a direita no sol maior, oito idas e voltas em passo de caminhada.

Minuto 8 a 10: a roda inteira, sempre em quatro tempos. Dó, fá, sol e o dó de volta, com a mão esquerda trocando só de dedo, quatro voltas seguidas sem parada entre elas.

Uma observação sobre o polegar esquerdo. Ele costuma afundar o sol grave com o dedo esticado, a nota sai fraca, e a saída é tocar com a lateral da ponta, com a mão solta.

Termine a noite com a roda bem devagar, uma volta atrás da outra. No último dó, deixe os dedos afundados e confira a direita: o mínimo em cima do sol, no mesmo lugar da primeira volta.

"Seu mínimo ficou no sol do primeiro acorde até o último?"

 
 
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A Mão Esquerda Acorda

O Trilho de Baixo que tira a mão parada do lugar e junta as duas mãos na mesma música.

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AO mínimo, que continua no sol
BO polegar, que continua no dó
CO indicador, que continua no mi
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