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ED 007

O polegar fica no dó e o acorde vira fá

O médio e o mínimo sobem uma tecla branca cada um no mesmo instante, o polegar continua afundando o dó, e o bloco vira fá maior.

Diagrama das teclas com dó, fá e lá pressionadas pelos dedos 1, 3 e 5, e mi e sol marcados em sombra.

Fá maior: o médio e o mínimo sobem, o polegar fica

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Uma tecla branca tem pouco mais de dois centímetros de largura na frente. Essa é a viagem inteira de cada dedo que se mexe na lição de hoje, e a mão como um todo não anda um milímetro para o lado.

Trocar de acorde parece exigir levantar a mão e procurar um lugar novo mais adiante no teclado. Na maior parte das trocas entre acordes vizinhos, não exige.

Dois acordes diferentes quase sempre dividem alguma nota, e a nota dividida é o que permite a um dedo continuar exatamente onde estava enquanto os outros se reorganizam ao redor dele.

Dó maior e fá maior têm o dó em comum. Enquanto o dó continua afundado embaixo do polegar, o resto da mão direita muda de acorde sem que o braço se desloque, e a troca acontece dentro da própria mão.

A mão que anda de um acorde para o outro paga duas vezes. Ela sobe, procura, desce, e deixa um buraco de som entre um acorde e o outro, com a atenção presa no teclado durante a busca.

A mão que fica paga uma vez só. O som não corta, os olhos não precisam conferir a posição de chegada, e a mudança de acorde deixa de ser uma pausa para virar uma passagem contínua.

A economia dá para medir em dedos. Três dedos da mão direita seguram o acorde, dois deles mudam de tecla, e um único dedo continua afundado do começo ao fim segurando o som que costura a troca.

O dedo parado também muda o que o ouvido escuta. A nota comum atravessa a mudança inteira e amarra os dois acordes, que chegam ligados no lugar de chegarem separados por uma emenda no meio.

A lição de hoje leva dez minutos e cabe num movimento só. Começa pelo instante em que os dois dedos sobem juntos, passa pelo que o polegar faz enquanto eles sobem, e termina na forma nova que a mão assume quando o acorde de chegada está montado.

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I  A Lição de Hoje

Dois dedos sobem no mesmo instante

Dois dedos sobem uma tecla e um fica. Veja quem se mexe, quem não sai do lugar, e o que o bloco de três notas vira depois da troca.

O dedo do meio e o mínimo sobem uma tecla branca cada um, no mesmo instante. O polegar continua afundando o dó, e o bloco de três notas que soava dó maior passa a soar fá maior sem a mão sair da região onde já estava.

Monte o ponto de partida com a mão direita. Polegar no dó do meio, dedo do meio no mi, mínimo no sol, os três afundando juntos, com o indicador e o anelar pousados na superfície das teclas vizinhas sem peso nenhum.

Nesse desenho os três dedos ocupam teclas brancas alternadas, com uma tecla vaga entre cada par. A mão fica simétrica, e é essa simetria que o acorde de chegada desfaz.

Sem soltar o polegar, o dedo do meio anda do mi para o fá e o mínimo anda do sol para o lá. Cada um percorre a largura de uma tecla branca, e os dois chegam ao fundo no mesmo instante.

O bloco de chegada é dó, fá e lá, tocado com os mesmos três dedos do bloco de partida. Nenhum dedo novo entra na conta.

O vão de baixo abre uma tecla a mais. Do polegar ao dedo do meio passam a existir duas teclas vagas no lugar de uma, e do polegar ao mínimo a distância vira uma sexta.

O polegar não é um dedo que sobrou da mudança. Ele é a nota que os dois acordes têm em comum, e é por causa dele que a mão não precisa procurar lugar novo.

As duas viagens têm a mesma largura e sensações diferentes. Do mi para o fá as teclas se encostam sem nada entre elas; do sol para o lá existe uma tecla preta atrás, e o mínimo anda pela frente da tecla.

Os três primeiros minutos são de contato mudo, com o volume no mínimo. Monte dó, mi e sol e faça a troca dez vezes bem devagar, observando apenas se os dois dedos tocam o fundo juntos.

Nos quatro minutos seguintes entra o som, num andamento de relógio de parede. Toque o bloco de dó em dois tempos, troque para o bloco de fá em dois tempos e volte, oito vezes seguidas, sem parada entre um e outro.

A atenção não vai para os dedos que se mexem, vai para o dó embaixo deles. Ele tem que continuar soando durante a troca inteira, sem um respiro entre o acorde que sai e o acorde que entra.

Os três minutos finais tiram os olhos do teclado. Conte em voz alta, faça quatro trocas seguidas e deixe o ouvido dizer se a passagem saiu contínua.

A medida de que a lição pegou cabe num teste curto. As duas teclas novas chegam ao fundo sem que uma anuncie a outra, e o dó do polegar atravessa a troca inteira sem interrupção.

 
 

II  O Erro que Trava

O mínimo chega depois do médio

O dedo do meio chega primeiro e o mínimo chega logo atrás. O acorde de fá nasce em duas etapas, e o ouvido escuta um tropeço no lugar de uma troca.

Os dois dedos não têm a mesma história. O dedo do meio é o mais longo e o mais treinado da mão, o mínimo é o mais curto e o que menos trabalha sozinho, e o comando igual chega ao teclado em tempos diferentes.

O sintoma aparece antes do som. O mínimo se levanta mais alto do que precisa para atravessar o vão do sol até o lá, e cada milímetro a mais de altura vira atraso na chegada.

A tecla acusa a falha sem precisar de gravação. Durante a troca, a frente da tecla do fá e a frente da tecla do lá têm que descer como uma peça só; se uma delas some antes da outra, o desalinho está lá.

O segundo defeito é mais discreto e mora no dedo que não deveria fazer nada. O polegar acompanha o impulso dos vizinhos e alivia o peso no dó, a tecla sobe alguns milímetros, e o som que costurava a troca desaparece no meio.

Existe ainda um terceiro desvio, no pulso. A mão gira para fora atrás do mínimo, o polegar escorrega para a beirada da tecla, e o acorde nasce torto mesmo com as três notas certas.

O ouvido demora a acusar a primeira falha porque as duas notas atrasadas continuam certas de altura. A conta chega quando a troca entra numa música e cada mudança de acorde passa a levar um solavanco no lugar de uma virada limpa.

A correção troca a unidade de trabalho da mão. Os dois dedos deixam de ser duas ordens e viram uma só: não é subir o médio e depois subir o mínimo, é abrir a mão numa forma nova de uma vez.

A altura resolve o que a força não resolve. Nenhum dos dois dedos precisa sair da superfície da tecla, eles deslizam rente ao branco, e o dedo que sobe menos é o que chega no tempo.

O exercício da noite isola o par que erra. Tire o polegar do acorde, deixe o dedo do meio no mi e o mínimo no sol, e faça a subida vinte vezes ouvindo se sai um som ou dois.

Quando o par passa a chegar junto, o polegar volta para o dó e o teste muda de alvo. Agora a pergunta é se a nota do polegar sobrevive à troca, e a resposta aparece no segundo seguinte à mudança.

O ganho aparece em duas ou três noites e dá para escutar sem professor por perto. Os dois dedos passam a cair como um só, o dó embaixo não pisca, e a passagem deixa de ter costura audível.

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III  A Mão Esquerda

O indicador acha o fá sem a mão andar

A mão esquerda tem duas notas hoje e nenhum deslocamento. Ela desce para a região grave, apoia o mínimo no dó e deixa os outros quatro dedos pousados nas teclas brancas seguintes, sem peso.

Com a mão parada nessa posição, o dó fica embaixo do mínimo e o fá fica embaixo do indicador. São dois dedos e duas teclas, sem salto e sem procura, com o polegar esquerdo curvado sobre o sol sem afundar.

O gesto de baixo acompanha o de cima. Quando o dedo do meio e o mínimo da direita sobem, o mínimo esquerdo solta o dó grave e o indicador afunda o fá, no mesmo instante, e o baixo troca junto com o bloco.

A nota mais grave é o que dá nome ao acorde para o ouvido. Com o fá embaixo, o bloco de dó, fá e lá soa como um fá maior assentado; com o dó embaixo nas duas mãos, o mesmo bloco soa suspenso, à espera de resolver.

Minuto 1 a 3: só a direita, com a esquerda no colo e o volume no mínimo. Monte dó, mi e sol, troque para dó, fá e lá dez vezes, conferindo pela tecla se os dois dedos chegam ao fundo juntos.

Minuto 4 a 7: entra a esquerda, e as duas mãos trocam no mesmo instante. Dois tempos no bloco de dó com o dó grave embaixo, dois tempos no bloco de fá com o fá grave embaixo, oito vezes sem pressa.

Minuto 8 a 10: as mesmas trocas com os olhos fora do teclado. A contagem em voz alta segura o andamento, e o ouvido confere se a mudança das duas mãos sai como um evento só.

Uma observação sobre o mínimo esquerdo. Ele tende a continuar afundado quando o indicador desce, as duas notas graves soam juntas e o baixo engrossa sem motivo; solte o dó no mesmo instante em que o fá entra.

O cotovelo esquerdo também pede atenção. Ele cola no corpo quando a mão vai para o grave, a mão entra torta na tecla e o indicador chega de lado no fá; deixe o braço abrir alguns graus e o ombro descer.

Existe um motivo para essas duas formas renderem tanto repertório. A ida e a volta entre o bloco de dó e o bloco de fá é a virada mais comum das canções de roda, e ela cabe inteira numa mão parada.

Vale terminar a noite devagar, com quatro trocas em andamento de caminhada. Sem acelerar no fim, e com o último acorde apagando sozinho depois que as duas mãos já pararam.

"Quando o bloco vira fá, o dó do polegar continua soando sem interrupção?"

 
 
Guia Mestre do Teclado · Novo
Capa do guia A Mão Esquerda Acorda

A Mão Esquerda Acorda

O Trilho de Baixo que tira a mão parada do lugar e junta as duas mãos na mesma música.

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Quiz da edição

Segundo a edição, o que o polegar da mão direita faz enquanto o bloco de dó vira fá maior?

ASobe uma tecla branca junto com os outros dois dedos
BContinua afundando o dó, sem sair do lugar
CSai da tecla e volta no acorde seguinte
DTroca o dó pelo ré para acompanhar a mudança
Veja o ranking de quem mais acerta →
 
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Dez minutos hoje. Domingo a casa reconhece.

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