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Dois dedos sobem uma tecla e um fica. Veja quem se mexe, quem não sai do lugar, e o que o bloco de três notas vira depois da troca.
O dedo do meio e o mínimo sobem uma tecla branca cada um, no mesmo instante. O polegar continua afundando o dó, e o bloco de três notas que soava dó maior passa a soar fá maior sem a mão sair da região onde já estava.
Monte o ponto de partida com a mão direita. Polegar no dó do meio, dedo do meio no mi, mínimo no sol, os três afundando juntos, com o indicador e o anelar pousados na superfície das teclas vizinhas sem peso nenhum.
Nesse desenho os três dedos ocupam teclas brancas alternadas, com uma tecla vaga entre cada par. A mão fica simétrica, e é essa simetria que o acorde de chegada desfaz.
Sem soltar o polegar, o dedo do meio anda do mi para o fá e o mínimo anda do sol para o lá. Cada um percorre a largura de uma tecla branca, e os dois chegam ao fundo no mesmo instante.
O bloco de chegada é dó, fá e lá, tocado com os mesmos três dedos do bloco de partida. Nenhum dedo novo entra na conta.
O vão de baixo abre uma tecla a mais. Do polegar ao dedo do meio passam a existir duas teclas vagas no lugar de uma, e do polegar ao mínimo a distância vira uma sexta.
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O polegar não é um dedo que sobrou da mudança. Ele é a nota que os dois acordes têm em comum, e é por causa dele que a mão não precisa procurar lugar novo.
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As duas viagens têm a mesma largura e sensações diferentes. Do mi para o fá as teclas se encostam sem nada entre elas; do sol para o lá existe uma tecla preta atrás, e o mínimo anda pela frente da tecla.
Os três primeiros minutos são de contato mudo, com o volume no mínimo. Monte dó, mi e sol e faça a troca dez vezes bem devagar, observando apenas se os dois dedos tocam o fundo juntos.
Nos quatro minutos seguintes entra o som, num andamento de relógio de parede. Toque o bloco de dó em dois tempos, troque para o bloco de fá em dois tempos e volte, oito vezes seguidas, sem parada entre um e outro.
A atenção não vai para os dedos que se mexem, vai para o dó embaixo deles. Ele tem que continuar soando durante a troca inteira, sem um respiro entre o acorde que sai e o acorde que entra.
Os três minutos finais tiram os olhos do teclado. Conte em voz alta, faça quatro trocas seguidas e deixe o ouvido dizer se a passagem saiu contínua.
A medida de que a lição pegou cabe num teste curto. As duas teclas novas chegam ao fundo sem que uma anuncie a outra, e o dó do polegar atravessa a troca inteira sem interrupção.
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