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O dedo curto resolve a sobra de teclas sem que a mão saia do lugar. Veja a ordem exata do cruzamento e o que o punho faz enquanto o polegar viaja.
O polegar viaja por baixo da palma enquanto o médio ainda segura o mi. Os dois movimentos correm ao mesmo tempo, e é essa sobreposição que apaga o vão no meio da escala.
Antes de subir, resolva a posição de partida. Polegar no dó do meio, indicador no ré, médio no mi, e os outros dois dedos curvados no ar, sem encostar em tecla nenhuma.
Toque as três primeiras notas devagar, uma de cada vez. Dó com o 1, ré com o 2, mi com o 3, cada dedo afundando a tecla até o fundo antes do próximo entrar.
No instante em que o médio chega ao mi, o polegar começa a andar. Ele desliza por baixo da palma, encolhido, e se aproxima do fá enquanto o dedo do meio continua com a tecla afundada.
O movimento é do polegar sozinho, nunca da mão. O punho permanece na mesma altura, o antebraço não avança, e o dorso da mão não gira para lado nenhum.
O anular e o mínimo têm um papel discreto e decisivo nessa hora. Eles ficam arredondados, com as pontas apoiadas em cima das teclas, e é essa curvatura que abre o túnel por onde o polegar passa.
O ponto de chegada é uma tecla só, e ela fica colada no mi. O fá é a tecla branca imediatamente à direita do mi, sem preta no meio, e o polegar não precisa procurar longe.
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O polegar não pula para o fá. Ele já está debaixo da mão quando o mi soa, e a única coisa que falta é a ponta encostar na tecla que estava esperando por ele.
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Com o polegar no fá, a mão inteira se reorganiza sozinha. Os quatro dedos restantes caem em cima das quatro teclas seguintes, e não sobra dedo nem falta tecla.
A conta da segunda metade é fixa e não muda. Sol com o 2, lá com o 3, si com o 4 e o dó de cima com o mínimo, sem nenhum outro deslocamento no meio.
O teste da lição dispensa professor. Suba as oito notas com os olhos no teclado e repare no punho: se ele ficou parado do começo ao fim, o cruzamento aconteceu direito.
Faça o trecho do cruzamento isolado, sem escala nenhuma em volta. Toque só mi e fá, com o 3 e o 1, vinte vezes seguidas, até o polegar chegar sozinho sem que você precise pensar nele.
Comece devagar, com uma nota por segundo. A velocidade não ensina o cruzamento, e o dedo que aprende o caminho no passo lento repete o mesmo caminho quando a escala acelerar.
Depois suba e desça a oitava inteira, quatro vezes seguidas. Na descida o médio faz o contrário do polegar: ele passa por cima dele para alcançar o mi, e a mão continua parada no mesmo ponto.
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