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O teste usa uma tecla só: o ré central, a tecla branca entre as duas pretas do grupo de duas, logo à direita do dó central. O dedo escolhido é o 3, o médio, o mais comprido da mão e o que desce mais reto sobre a tecla.
Antes do primeiro toque, três ajustes deixam o resultado limpo. O timbre fica no piano, o primeiro som da lista na maioria dos teclados. O volume geral fica no meio do curso. E o pedal de sustentação, se houver, fica fora, para a primeira nota não continuar soando por baixo da segunda.
O toque leve começa com o dedo encostado na tecla, sem tirar a ponta dela. A tecla desce devagar, em quase um segundo, até o fundo. O toque forte começa com o dedo cinco centímetros acima da tecla e cai de uma vez, com o peso do braço junto.
Entre os dois toques, uma pausa de dois segundos. A nota leve precisa terminar de soar antes da nota forte, para o ouvido comparar uma de cada vez e não as duas misturadas.
1. Dedo 3 encostado no ré central, tecla descendo devagar até o fundo.
2. Dois segundos de silêncio, com a mão solta no colo.
3. Dedo 3 a cinco centímetros do ré, queda rápida com o peso do braço.
4. As duas notas repetidas três vezes, sempre na mesma ordem.
O resultado aparece em duas formas. Se a segunda nota sai claramente mais alta e mais brilhante, o teclado tem sensibilidade ao toque (a capacidade de medir a rapidez do dedo) e ela está ativa. Se as duas notas soam iguais, o volume do teclado não depende da sua mão.
Se o ré leve e o ré forte saem com o mesmo volume, a dinâmica não mora nos dedos: mora no botão de volume. |
A medição por dentro é simples. Em boa parte dos teclados com sensor, cada tecla tem dois contatos, um no começo e outro no fim do curso, e o aparelho cronometra o tempo entre eles. Tempo curto vira nota forte; tempo longo vira nota fraca.
A especificação MIDI 1.0 (o padrão de comunicação entre instrumentos eletrônicos), publicada em 1983 pela associação de fabricantes MIDI Manufacturers Association, guarda essa rapidez numa escala de 1 a 127, o chamado velocity (velocidade de ataque). Num teclado sem sensor, toda nota recebe o mesmo número fixo.
A ideia de um teclado que obedece à força do dedo tem data. O escritor italiano Scipione Maffei descreveu em 1711, no Giornale de' letterati d'Italia, o instrumento de Bartolomeo Cristofori como um “gravicembalo col piano e forte”, um cravo com o suave e o forte. O nome piano nasceu daí.
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