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As teclas do exercício de hoje: dó grave na esquerda, dó maior na direita.
Antes de ligar qualquer coisa, monte a mão direita. Polegar no dó central, médio no mi, mínimo no sol: os dedos 1, 3 e 5 no acorde de dó maior, a tríade fundamental de sempre.
Deixe os três dedos apoiados nas teclas sem afundar nenhuma. Essa posição de espera é onde a mão vai passar a maior parte dos próximos dez minutos, e vale conferir se o pulso está na altura das costas da mão.
Agora o metrônomo. Use o do celular, o do teclado ou o mecânico, ponha em 60, e escute uma dúzia de cliques antes de tocar qualquer coisa, só para a orelha assinar embaixo do espaçamento.
Repare no que você está ouvindo. Um clique por segundo, sempre o mesmo intervalo, sem nenhuma variação, e o silêncio entre um e outro tem o mesmo tamanho todas as vezes.
Toque o acorde inteiro num clique, os três dedos juntos, e nada mais. Deixe passar os quatro cliques seguintes com a mão apoiada nas teclas, sem afundar, e só toque de novo no quinto.
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Um acorde, quatro cliques de silêncio, outro acorde: a mão fica em cima das teclas o tempo todo e só o peso muda.
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Faça doze repetições desse ciclo, contando em voz alta. Diga um no clique em que toca, e dois, três, quatro nos cliques vazios, com a voz na mesma altura em todos eles.
Preste atenção no clique número um. O som do acorde e o som do clique precisam ser um evento só, não dois: se você escuta o clique e depois o acorde, o dedo desceu tarde.
O ajuste que resolve o atraso é anterior ao toque. O dedo não deve começar a descer no clique, ele deve estar terminando de descer no clique, o que significa iniciar o movimento uma fração antes.
Teste a diferença de propósito. Toque cinco ciclos começando o movimento no clique e cinco começando um instante antes: no segundo grupo o acorde e o clique viram um som único.
Agora treine o outro lado do exercício, que é a duração. Segure o acorde afundado pelos quatro cliques inteiros, sem soltar, e levante os dedos só no instante em que o quinto clique chega.
O acorde tem que morrer de velhice, não de mão. Se você tira os dedos no terceiro clique, o silêncio que sobra é buraco; se segura até o quinto, o som some sozinho e o próximo toque entra num espaço limpo.
Feche a primeira parte com dezesseis ciclos completos, sem pausa entre eles. Acorde no clique um, quatro cliques inteiros de espera, acorde de novo, e a contagem em voz alta do começo ao fim.
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