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A mão esquerda entra com duas notas por acorde, o ré uma oitava abaixo do ré da direita com o dedo 5, e o lá quatro teclas brancas acima dele com o dedo 1, as duas na fileira branca, sem tecla preta nenhuma para a esquerda nesta lição.
O grave serve de fiscal do acorde da direita. Com o ré grave soando por baixo, qualquer fraqueza do fá sustenido aparece na hora, porque só a nota do meio separa este acorde de um intervalo vazio, e o ouvido flagra a falta sem precisar de teoria.
Ache as duas teclas da esquerda pelo mesmo grupo de duas pretas, uma região abaixo. O dedo 5 vai no ré espremido entre as duas pretas, e o dedo 1 alcança o lá quatro brancas acima sem a mão sair do lugar, com os dedos 2, 3 e 4 soltos por cima do mi, fá e sol.
A esquerda fica na beirada, e essa assimetria é de propósito. Só a direita precisa avançar para dentro, porque só ela tem uma tecla preta para tocar, e forçar as duas mãos para a mesma profundidade torce o tronco sem nenhum ganho.
Tempo 1: a esquerda sozinha, ré e lá graves juntos, oito vezes, com metrônomo a 60 e uma batida de silêncio entre cada repetição.
Tempo 2: a direita sozinha, ré maior em bloco, oito vezes no mesmo andamento, com a mão entrando no teclado antes de cada acorde.
Tempo 3: as duas mãos juntas, o grave e o acorde descendo no mesmo instante, seis repetições lentas e sem metrônomo.
Tempo 4: as duas mãos com metrônomo a 60, quatro batidas segurando cada acorde, dez repetições seguidas.
O tempo 4 costuma escancarar um atraso da esquerda. Enquanto a direita se organiza para entrar no teclado, a esquerda espera, e as duas mãos chegam com uma fração de diferença que soa como tropeço mesmo num andamento lento.
A correção é preparar as duas mãos antes de tocar. Monte o acorde e o grave com os dedos já pousados sobre as teclas, sem afundar nada, espere a batida, e desça tudo junto: a mão que precisa procurar a nota no ar é a que atrasa.
Vale ouvir o acorde inteiro uma vez com o ré grave sozinho e outra com o ré e o lá graves juntos. Com as duas notas embaixo, o bloco ganha corpo e o fá sustenido fica mais exposto, o que ajuda a medir se o dedo 3 já está entregando o mesmo peso dos outros.
Teste hoje: toque ré maior com as duas mãos quinze vezes e marque um risco no papel toda vez que o fá sustenido sair mais fraco que o ré e o lá. Quatro ou cinco riscos em quinze na primeira rodada, zero ou um na terceira, e a mão vai ter aprendido a entrar no teclado sem você pensar nela.
"O seu dedo médio sobe na tecla preta, ou é a mão inteira que se estica pra alcançar?"
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